Meninas quenianas escravizadas

Jovens Meninas mutiladas, abusadas sexualmente e escravizadas

BH_ProfileBanner1Na região de Samburu do Quênia, meninas de até dez anos de idade são forçadas a se casarem com homens muito mais velhos como noivas-crianças.  Antes de seu dia do casamento, eles passam à Mutilação Genital Feminina (MGF | também conhecida por circuncisão feminina, é a remoção ritualista de parte ou de todos os órgãos sexuais externos femininos). Embora esta prática viole o direito internacional e da constituição do Quênia, chefes e comunidades locais dão continuidade a este mal bárbaro com virtual impunidade.
Nosso (Be Heard Project) escritório na África ajudou a resgatar as meninas que estavam vivendo neste pesadelo. E estamos envolvidos em vários processos judiciais para trazer os responsáveis à justiça.
Junte-se a 96202 outros e assine (CLICANDO AQUI) a petição do Projeto Be Heard (Seja Ouvido | Um projeto do Centro Americano para Lei e Justiça (Chistian Advocates Serving Evangelism Inc.) – Corporação religiosa sem fins lucrativos, dedicada especificamente ao ideal de que a liberdade religiosa e  liberdade de expressão são inalienáveis, direitos dados por Deus).  Meninas quenianas jovens estão sendo sexualmente escravizadas. Eles são mutilados, violados, e são negociados como prêmios. Estamos ajudando a resgatar essas meninas e colocá-las em escolas seguras. Nosso escritório Africano está trabalhando na comunidade e tendo inúmeros processos judiciais para trazer os responsáveis à justiça, incluindo funcionários locais corruptos e predatórias.  Agora estamos tomando a ação direta na ONU Exigimos o fim deste mal.

Saiba mais sobre essa história
As meninas devem passar seus dias brincando, sonhar e aprender.  No entanto, as meninas em Samburu, um condado no norte do Quênia, estão sendo privadas de sua infância e, finalmente, o seu futuro. Na tenra idade de 10 anos, e, infelizmente, às vezes até mais jovem, uma menina de Samburu é preparada para o casamento forçado para ser a segunda, terceira, ou mesmo quarta mulher de um homem que é muitas vezes da mesma idade que seu pai ou em alguns casos, avô.  Estas meninas são muitas vezes levadas a se casar em troca de apenas oito vacas, que são dadas ao pai ou aos tios da menina como um preço da noiva.
E não é apenas o horror do casamento forçado que essas meninas suportam.  Na cultura Samburu, na manhã da cerimônia de casamento uma noiva é forçada a submeter-se à prática horrível da Mutilação Genital Feminina (MGF), um ato que viola tanto as leis nacionais e internacionais. Ela é então entregue ao seu novo “marido”.
Em julho de 2015, o pessoal do nosso escritório na África Oriental viajou para Samburu para resgatar duas meninas de tal destino. Quando eles chegaram, uma das meninas, de apenas 13 anos, já havia sido casada com o chefe de área, um homem de 53 anos de idade. A segunda menina estava programada para se casar apenas quatro dias mais tarde.
Infelizmente, a jovem casada à força com o chefe já havia sido submetida à MGF e estava vivendo com o chefe. Com a ajuda da Polícia Mararal, resgatamos essa jovem. Como resultado, a polícia deteve seu “marido”, o chefe de área, e a menina foi levada para um hospital local para receber os cuidados médicos que ela desesperadamente necessitava como resultado da MGF e do estupro.
No dia seguinte, o chefe foi acusado em tribunal de se casar com uma garota menor de idade e auxiliar na MGF da jovem. Ele não se declarou culpado e o caso está em curso. Vamos continuar a lutar para o julgamento deste abusador de crianças.
A segunda menina era para ser mutilada na manhã do sábado seguinte, por isso, tivemos que agir rápido para chegar ao local antes da cerimônia de casamento acontecer.  Felizmente, a nossa equipe foi capaz de salvá-la no dia anterior ao de seu casamento pretendido e cerimônia de MGF. Um Irmão extremamente corajoso cuidou da jovem assistindo em seu socorro, escondendo-a de seu pai e trazendo-a para o escritório do Diretor de Distrito para esperar pela nossa equipe.
Ambas as meninas estão agora em uma escola privada e segura onde elas estão a salvo de seus agressores e podem começar a se curar.  Apesar de seus traumas passados, oramos que agora sejam capazes de sonhar com um futuro cheio de oportunidades.
Mas estas são apenas as histórias de duas meninas. Ainda há muito trabalho a ser feito para as muitas mais vidas que precisam ser salvas.
Estamos prontos para continuar a resgatar as meninas de Samburu, uma de cada vez.
Também vamos continuar a trabalhar legalmente, usando o sistema judicial para criar um impedimento para tal comportamento ilegal.  Nós nos juntamos a uma petição no  Supremo Tribunal de Constituição Nakuru com as partes interessadas para garantir que um homem de 54 anos de idade, que se “casar” com uma menina de 14 anos de idade, seja processado por seus crimes.  Vamos discutir por que tais processos são obrigados sob a lei queniana e suas obrigações internacionais para proteger a inocência das meninas dentro das fronteiras do Quênia. Nestes casos, então, servir como precedente à medida que continuamos nossa batalha legal para acabar com essa prática atroz.
escravização sexual de meninas – e isso é o que é – tem de acabar.
Estamos empenhados em fornecer proteções para crianças inocentes, o desmantelamento de um ambiente de impunidade para o casamento infantil e MGF, e proteger os funcionários do governo galantes que buscam proteger a vida, a dignidade e a liberdade das meninas Samburu.
Nós estamos nos empenhando em resgatar as meninas do mal, garantir que elas sejam colocadas em escolas seguras, educar as comunidades locais sobre como proteger suas filhas, responsabilizar funcionários corruptos, mesmo quando eles intimidam as vítimas que estão brilhando uma luz na escuridão, e garantir que os autores deste abuso infantil cruel sejam levados à justiça. Ganhamos vitórias em tribunal e vamos continuar lutando.  Nós também estamos tomando a situação destas meninas diretamente à Organização das Nações Unidas (ONU). Junte-se à luta hoje.  Brilhe uma luz na escuridão. E seja ouvido.

Fonte: Be Heard Project (Projeto Seja Ouvido)
Tradução e adaptação: Joás Inacio

Combatente do Estado Islâmico se converte ao cristianismo após espionar igreja evangélica

Ex-jihadista conta como Deus o alcançou através de uma oração.

Ex-jihadista conta como Deus o alcançou através de uma oração. (Foto ilustrativa: Pixabay)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Europa enfrenta uma ameaça, nunca vista antes, de militantes do Estado Islâmico (EI) que se infiltraram no continente. Ataques na França, Bélgica e em outros países assustam todo o ocidente. Na Turquia, as investidas do grupo radical têm ocorrido com cada vez mais frequência.

Há alguns anos, o pastor Ghassan Thomas fugiu de Bagdá, capital do Iraque, por sofrer ameaças de islamitas radicais. Ele procurou asilo na Turquia e fundou uma igreja para apoiar e fortalecer outros refugiados. “Eu era um refugiado e podia me colocar no lugar deles. Eu os entendia”, disse o pastor em entrevista ao site CBN News.

Certa vez, o Estado Islâmico (EI) enviou um combatente para espiar a igreja do pastor Ghassan Thomas. Diferentemente do planejado, as constantes visitas do radical o levaram a tomar uma decisão que mudou a vida dele: a de se converter a Jesus Cristo.

O pastor Thomas conseguiu o telefone do ex-jihadista, que será identificado com o nome fictício de Mohammad, para que a identidade dele seja preservada. Também em entrevista ao CBN News, o ex-combatente do EI explicou como era seu trabalho dentro do grupo radical. Quando o EI atacava uma família em casa, Mohammad era o responsável por voltar àquela residência e matar os sobreviventes, caso houvesse. “Todo tempo pensava assim: devo matar. Devo fazer muitas coisas sangrentas para me aproximar de Alá”, lembrou.

Ele explicou que o desejo por sangue motiva o grupo radical. “Se você não é muçulmano, você precisa se converter ou então vão te matar e tomar seus pertences, seu dinheiro, suas mulheres, tudo. Isso está escrito no Alcorão”, explicou Mohammad.

As guerras entre os islamitas sunitas (denominação do Estado Islâmico) e xiitas colocaram a vida do ex-jihadista em perigo. Por segurança, seus familiares pediram para sair do Iraque em destino à Turquia. Ao chegar em solo turco, o EI o enviou como espião para a igreja do pastor Thomas. Entretanto, Mohammad tinha suas perguntas internas sobre as religiões. “Eu vi as pessoas, como elas me receberam mesmo sem me conhecer. Eu odiava essas pessoas e elas me mostraram o amor”, contou.

“Quando oraram por mim, eu comecei a chorar como uma criança. Senti como se algo muito pesado saísse do meu corpo”, descreveu. “Ao final do trabalho, eu fui para a casa, mas havia uma pessoa caminhando comigo. Eu sentia que não estava na terra. Eu me perguntei: ‘Estou voando?’. Eu sentia que não estava caminhando, mas alguém estava me carregando”, disse o ex-jihadista.

Com o passar dos dias, Mohammad começou a ler a Bíblia e a compará-la com o Alcorão. “Assim descobri que esse é o Deus que estava tentando encontrar, o verdadeiro Deus. Isso é o que eu quero para minha vida”.

O pastor Ghassan Thomas explicou que a mudança no coração de Mohammad significa que a Igreja europeia necessita de mais missionários. “Necessitamos que pessoas venham servir a Deus na Europa com os refugiados e ajudá-los a despertarem. Para fazer o contrário do que faz o Estado Islâmico”, argumentou.

 

Fonte: Rede Super / Por Abner Faustino; Traduzido do site CBN News

Os 7 piores países para uma mulher

Em todos os cantos do mundo, não é raro encontrarmos países que, por uma série de razões, ainda realizam práticas abusivas contra mulheres – pelo simples fato de serem mulheres.

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Estupros, abusos e outras violências físicas são acompanhadas de proibições, ausência de isonomia e humilhações incompatíveis com um mundo civilizado.
Nessa série, da Ásia à América Latina: conheça os lugares onde a pior coisa que pode acontecer com você é ter nascido mulher.

COREIA DO NORTE
A situação feminina na Coreia do Norte é pouco conhecida, dado que o país é extremamente fechado e diversas áreas são inacessíveis para estrangeiros. Apesar disso, não é raro vermos fugitivos norte coreanos relatando as crueldades cometidas pelo regime contra as mulheres.
Além de lidarem com a fome, a escassez, a censura e a repressão – como qualquer habitante do país que não faça parte da elite do partido – as mulheres contam que o estupro é uma prática relativamente comum nos campos de trabalho forçado, geralmente cometidos pelos guardas. Para piorar, se a vítima tem o azar de ficar grávida, pode ser assassinada para evitar que uma criança “politicamente impura” nasça.
As crianças que conseguem nascer dentro dos campos de concentração logo são obrigadas a praticarem sexo com os guardas em troca de comida. Ex-prisioneiras relatam que é uma espécie de “jogo”: como a comida é escassa, essa é a única forma que elas encontram para não morrerem de fome; é um jogo de trocas ao qual elas são obrigadas a se submeterem.
Para uma mulher norte coreana, o ápice social é se tornar uma controladora de trânsito. Sem energia suficiente para gastar com luxos como semáforos (com uma frota com meros 25 mil veículos) há mais de quarenta anos algumas mulheres são responsáveis por cuidar do trânsito – embora sejam proibidas de dirigir ou de andar de bicicleta na capital do país. Por gesticularem sem parar, mesmo quando não há um único veículo na via, as mulheres-semáforos norte coreanas são vistas como símbolos sexuais e exemplo de dedicação ao trabalho e amor ao partido – chegam a protagonizar alguns filmes produzidos pelo pobre cinema de Pyongyang (como “Sentinelas do Cruzamento“). Não raro, porém, são as acusações de que sofrem abusos sexuais das autoridades.
De 60% a 70% dos desertores norte coreanos são mulheres – das quais, 70% a 80% acabam rendidas por traficantes de seres humanos, atuando como escravas sexuais (seus preços variam de US$120 a US$1.890). Vale lembrar que não é incomum também o tráfico de mulheres chinesas, embora elas sejam consideravelmente mais caras que as escravas norte coreanas. Há uma “demanda” por mulheres norte coreanas graças à falta de mulheres chinesas no país – impulsionado pela política do filho único e os constantes infanticídios femininos. No nordeste da China, região que faz fronteira com a Coreia do Norte, essa relação já é de 14 homens para cada mulher apta a casar.

MYANMAR
O pequeno país do sul-asiático de Myanmar é um dos mais fechados e restritos do mundo, o que dificulta a troca de informações com o ocidente. Entretanto, não é segredo para ninguém que o território passou por um regime militar socialista entre 1962 e 2011. Durante o período, o exército do país entrou em conflitos com grupos étnicos dentro do próprio território – como seus atos não podiam ser julgados como crimes, os militares utilizaram o estupro como forma de intimidação e de conseguir informações das pequenas aldeias e tribos do interior.
Além das agressões físicas, os guardas realizavam pressões psicológicas, humilhavam mulheres por sua religião ou etnia e realizaram uma espécie de limpeza étnica, forçando mulheres de outras etnias a praticarem sexo com os guardas birmaneses. Durante a ditadura, as mulheres também tiveram direitos como o voto e a participação política negados.
Foram quase 50 anos de regime militar, que deixaram uma herança trágica para o país: pobreza, fome e pouco desenvolvimento. E mesmo com as recentes evoluções institucionais, os estupros ainda são práticas constantes próximo às bases militares e em regiões mais afastadas.

CONGO
congoCerca de 1.095 mulheres são estupradas todos os dias na República Democrática do Congo. O país é apelidado de “capital mundial do estupro”, tamanho o número de casos. Acredita-se que o grande número de crimes cometidos durante os anos de guerra deram às comunidades a percepção de que o estupro é algo “normal” e “aceitável”, o que só agrava o problema.
Os soldados também possuem a visão de que o estupro é algo comum e afirmam que ele é uma “poção mágica”, que lhes da poder para enfrentar o inimigo; outros, apesar de não verem a violência como algo normal, dizem que o demônio é quem os leva a cometer o crime. As milícias também estupram e matam aldeãs para provocar o terror nas aldeias e vilas próximas às minas de diamantes, como forma de espantar a população local e ganhar acesso aos recursos minerais. Muitos deles disseram serem obrigados pelos seus superiores a cometerem esse tipo de abuso.
As mulheres que não são mortas pelas milícias, são capturadas para serem usadas como escravas sexuais ou para tarefas domésticas. Muitas crianças também viram escravas sexuais, enquanto outras são treinadas para virarem soldados.
Enquanto isso, a maioria das mulheres que engravidam de estupradores são forçadas a abortarem pelos milicianos. Caso a criança nasça, seu destino é ser excluída da sociedade ou morta.

 

AFEGANISTÃO
Além de enfrentarem o tiro cruzado dos conflitos militares que tomam o país, as afegãs são segregadas da vida política e social, sendo proibidas de exercerem cargos políticos e algumas outras profissões, como serem policiais ou apresentadoras de TV. As poucas que tentam desafiar o status quo, ocupando cargos políticos, são humilhadas e podem ser assassinadas.
A Unicef ainda estima que, devido às baixas condições de higiene e a falta de médicos, 1 em cada 11 mulheres morre durante o parto, um número muito alto em comparação com outros países.
A cultura afegã também é repressiva com as mulheres, que participam de casamentos forçados e são punidas com apedrejamento ou ácido jogado sobre a pele. As áreas rurais e sob domínio do Talibã são as mais violentas, segundo a Global Rights.
A legislação também atua nesse sentido, já que não tem prevê pena para estupro e considera o adultério um crime. Assim, muitas mulheres que sofrem estupro não podem denunciar seu agressor, pois correm o risco de serem presas. Algumas ainda são pressionadas pelos familiares para casarem-se com o agressor, de forma preservar a honra da família.

COLÔMBIA
Não é preciso ir até a África ou à Ásia para encontrar casos de mulheres sofrendo repressões e descaso das autoridades públicas.
Após grupos guerrilheiros emergirem na Colômbia, diversas áreas rurais foram tomadas para o plantio de coca no país, notavelmente pelas FARC. Muitos dos traficantes também possuem representação dentro da política, o que lhes garante impunidade diante de crimes cometidos.
Como forma de expandir seu domínio, as FARC e outros grupos guerrilheiros vem tomando comunidades rurais usando o estupro como tática de guerra. Os abusos ocorrem como forma de amedrontar a população local e também é usado como forma de punir as mulheres que desobedecem os milicianos. Algumas são levadas embora com os guerrilheiros, de maneira forçada.
Em relatório lançado em 2001, a ONU relatou casos de meninas adolescentes que eram seduzidas por guerrilheiros das FARC e levadas até os acampamentos. Lá, eram abusadas sexualmente e obrigadas a permanecerem como parceiras dos líderes do grupo, sem chance de escaparem.
O Jornal Colombia Reports lançou em 2013 uma pesquisa feita com mulheres que estiveram sob poder das FARC. A pesquisa apontou que entre 80% e 90% das mulheres sofreram ao menos um aborto forçado. A ONU também divulgou que o aborto forçado consta nos materiais de instruções dados aos rebeldes, “já que as crianças são um evidente fardo aos guerrilheiros, que precisam se mover continuamente, carregar grandes cargas e sofrer com uma dieta precária”.

IRÃ
Após a revolução Islâmica, o Irã adotou uma constituição baseada nos códigos morais do Islamismo, que é contra a igualdade entre homens e mulheres perante a lei. A segregação legal ocorre nas cortes, onde a palavra de uma mulher vale “a metade da palavra de dois homens”, nos processos de divórcio, que são muito mais burocráticos para mulheres, e até nos seguros de vida, que pagam o dobro pela morte acidental de um homem.
Mulheres também são proibidas de se casarem com homens não islâmicos, enquanto homens possuem o direito de se casarem com mulheres não islâmicas.
O país ainda pune com apedrejamentos mulheres adúlteras e é comum que mulheres estupradas sejam consideradas adúlteras, assim como ocorre no Afeganistão. Um caso recente foi da garota Aisha Ibrahim Duhulow, que em 2008 denunciou às milícias de sua cidade que havia sido estuprada por 3 homens. A garota, porém, foi acusada de adultério e apedrejada por 50 homens.
Outro caso que chama a atenção foi o da morte de Arifa Bibi, apedrejada ano passado pelo crime de portar um telefone celular.

EGITO

EgitoQuando comparado com o Antigo Egito, o Egito Moderno parece primitivo. Embora o papel da mulher não fosse totalmente respeitado na sociedade, a antiga civilização egípcia foi uma das mais avançadas nesse quesito, onde o sexo não era determinante para diversos cargos políticos e as mulheres eram tidas como “essenciais para a criação e manutenção da prole”.
Em contraste, as forças armadas do Egito atual são conhecidas por humilharem mulheres que participam de protestos. Elas são insultadas de “cachorras” e “putas”. Algumas passam por testes de virgindade, cujo resultado é usado para denegrir sua imagem. Existem ainda, casos de mulheres que são despidas e jogadas nuas nas ruas, como forma de humilhação.
O governo e a polícia são acusados de serem omissos diante dos casos de abuso sexual e jornalistas que tentam noticiar os crimes são censuradas. A própria cultura do país também é repressiva e ser vítima de estupro é considerado algo “vergonhoso”.
Não bastasse, o Egito tem um longo histórico de mutilação genital realizada em meninas. As mutilações são geralmente realizadas em mulheres prestes a se casarem, numa taxa alarmante de 91%. Para piorar, cerca de 23% dessas mutilações ocorrem sem uso de aparo cirúrgico esterilizado, o que contribui para a transmissão de doenças.

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Fonte: Spotniks.com

Crise de fome fecha escolas no Sudão do Sul

Várias escolas no Sudão do Sul fecham por conta da crise de fome no país.
845975757-sudao-do-sulEm Fevereiro desse ano a ONU já alertava, que devido à guerra e ao colapso da economia, 100 mil pessoas sofriam de fome e 1 milhão estavam à beira dela no país.
A estimativa era que o total de pessoas que passavam fome chegaria a 5,5 milhões em julho deste ano se nada fosse feito para solucionar a situação.
hoje, três meses depois, a crise chegou na Educação, atingindo mais uma vez as crianças (elas pagam o preço mais alto da guerra civil, mais de 15.000 crianças teriam sido recrutadas como soldados e milhares delas já morreram em combate) e vários centros educativos fecharam no estado de Imatong, no Sudão do Sul, pela situação econômica das famílias, o que lhes obriga a fugir do país para lutar contra a fome declarada na zona.

“As escolas na cidade de Torit e outras próximas fecharam pela situação econômica, que está provocando fome, porque os estudantes têm ido com suas famílias a acampamentos da ONU no Quênia e Uganda”, declarou nesta quarta-feira à Agência Efe o governador do estado, Tulio Abelio Oromo. Sudao-Sul1-ONU_Isaac Billy

Oromo disse que o Programa Mundial de Alimentos (PMA) tentou oferecer “apoio alimentar” a algumas escolas no estado com o objetivo de que pudessem continuar com as atividades educativas.
Mas “a piora da situação econômica levou as famílias a se mudarem com seus filhos aos acampamentos de refugiados no estrangeiro”, apontou.
Segundo um relatório publicado pelo Governo, a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Fundo da ONU para a Infância (Unicef), 40% (aproximadamente 4,9 milhões de pessoas) da população de Sudão do Sul está em perigo de fome.
O país africano é palco de um conflito que explodiu em dezembro de 2013 entre forças leais ao presidente, Salva Kiir, da etnia dinka, e ao ex-vice-presidente Riek Machar, da tribo nuer.
Apesar de ambas as partes terem assinado um acordo de paz em agosto de 2015, o conflito foi retomado em julho de 2016, deixando milhares de mortos e milhões de deslocados.
Em três anos de guerra, a inflação já atingiu os 800%.
O Sudão do Sul é um país independente (o mais novo país do Mundo) desde 2011.  ”o Sudão do Sul nasceu como um dos países mais pobres do mundo, com a maior taxa de mortalidade materna, a maioria das crianças fora da escola e um índice de analfabetismo que chega em 84% entre as mulheres. Embora não haja estatísticas oficiais, a ONU estima que a população do país varie entre 7,5 e 9,5 milhões”, ou seja, “nasceu sendo um dos maiores [países] do continente [africano], superando as áreas de Quênia, Uganda e Ruanda somadas.” (Reportagem BBC)

Ore pelo país, para que Deus traga uma solução aos conflitos à perseguição que os cristãos de lá sofrem (principalmente no Sudão, vizinho que está entre os cinco países que mais perseguem cristãos), que O Senhor salve aquelas crianças e aquela nação!

Fonte: Agência EFE  e BBC |  Foto: ONU-Isaac Billy
Tradução e adaptação: Joás Inacio

Líder da AD é liberto após um ano de cárcere no Irã.

Davoud Alijani, um dos líderes da congregação da Assembleia de Deus em Ahwaz, no Irã, foi liberado da prisão após ser mantido na cadeia por ter se convertido ao cristianismo e evangelizar, o que é considerado propaganda contra a república islâmica.

A prisão do líder cristão aconteceu em 23 de dezembro de 2011, quando policiais iranianos invadiram um culto e levaram todos os presentes presos. Após interrogatório, quase todos os fiéis foram liberados, com exceção de Davoud Alijani, o pastor Farhad Sabokrouh, sua esposa Shahnaz Jayzan e um segundo líder da congregação Naser Zamen-Dezfuli.

Em fevereiro de 2012, os quatro foram liberados temporariamente, sob a condição de não mais realizarem cultos ou evangelismo. O pastor Farhad foi proibido de visitar os irmãos na fé em Ahwaz, e terminou se mudando para Teerã.

Em outubro do mesmo ano, os quatro foram condenados a um ano de prisão, e em maio de 2013 foram convocados à corte, onde foram presos para o cumprimento da pena.

O pastor Farhad e o outro líder, Naser Zamen-Dezfuli, foram liberados da prisão no dia 4 de dezembro de 2013, quando estavam próximos de completar sua sentença. A esposa do pastor, Shahnaz foi liberada quase dois meses depois, no dia 28 de janeiro de 2014.

Agora, o último cristão preso ganhou a liberdade, vinte dias antes do final de sua condenação.

Falando sobre o tempo na cadeia, Alijani conta que era constantemente incentivado a negar sua fé em Jesus Cristo, e que mesmo sem tortura física, a pressão psicológica é muito forte: “A angústia mental te afeta psicologicamente, mesmo que você não tenha sido torturado. Quando minha família veio me visitar, disseram que podiam ver a angústia escrita em meu rosto. Cada vez que ficava doente, eu ia à enfermaria da prisão, cuidada por detentos, e eles só me davam analgésicos. Os guardas tentavam me fazer negar minha fé regularmente”, testemunha.

Apesar da libertação dos líderes e mesmo com a documentação em ordem, a congregação já não se reúne mais para cultuar por temer a perseguição.

 

Fonte: Verdade Gospel/Gospel Mais/Portas Abertas